Se você soubesse o quanto a sua indiferença me dói, o quanto tuas palavras me machucam, temo que algum dia você pararia de fazer isso… Mas não é sua culpa não é mesmo? Eu é que sou a briguenta, a que fica reinando, a que escreve coisas inúteis… Eu sou a pior pessoa que existe para você não é? E como se não bastasse, a única vez que você me chama para um conversa em particular é pra tirar satisfação por algo que eu fiz sem querer.
Talvez eu seja uma pessoa muito estranha, com mania estranhas. Fria, metida a macho, a monstro não é assim que me chamam? Mas essa estranha, fria, sempre teve sentimentos por voce e todos esse tempo te amou… Ah eu te amei muito. Chorei e lutei com todas as minhas forças. Tão ingênua a ponto de achar que tu poderias sentir algo reciproco por mim… Logo você que deve ter seu patamar de perfeição cujo este eu nunca nem sequer cheguei os pés…
Eu espero que você nunca sinta o que eu senti e sofri por ti porque dói, dói como que quase uma dor física… Ah mas você nunca vai entender. A gente só sabe como é o fundo do poço depois de estar lá. E você é um guri de perfeição e jamais iria ate lá por alguém… Você é bom de mais pra isso não é?
Foi vergonha? Vergonha porque eu não sou bonita como as outras ou porque eu não tenho medo, enfrento,sou independente e forte? Afinal, amar você por tanto tempo e ser ignorada é para alguém muito forte.
Imploro a Deus as vezes pra que eu te esqueça pra sempre e que eu nunca mais venha sentir nada por ti. As vezes eu queria não ter te conhecido. Se eu soubesse que seria assim, seria o melhor para nós.

0 notes (8:25)
Seja do que for que nossas almas são feitas, a dele e a minha são iguais.

O Morro dos Ventos Uivantes  (via filho-do-rei)

2 242 notes (5:21)

E todas as vezes em que eu tenho uma recaída, em que eu penso em voltar, em que me sinto sufocar de tanta saudade, de estar perto, procuro agir pela razão. Agora toda vez que me bate essa fraqueza, eu tento trazer a memoria todos aqueles meses de abandono, de dor, de tristeza. Você escolheu ir embora, e eu não iria insistir para que ficasse. Estou lutando bem quanto a isso, espero que você entenda que agora tudo é diferente. Não sou mais aquela garota ingênua, embora o meu corpo e coração sejam território seu.

3 notes (11:05)
Eu queria que você me pedisse que eu ficasse. Eu queria que você me pegasse a força me beijasse. Eu queria que tu me xingasse por ficar uma tarde sem te dar notícias. Eu queria que você reclamasse quando tivesse que ir para o trabalho por ficar tanto tempo longe de mim. Eu queria que você sentisse ciúmes dos meus sonhos que não contém você. Eu queria enfim que você me quisesse de todas essas formas como eu quero você.

L.

214 notes (10:16)
A última carta

Eu nunca te disse,

Mas as vezes que você chegava assim de repente no mesmo lugar que eu estava (e não esperava que você fosse estar também) me ocorria uma certa agitação em todo o meu corpo e eu ficava inquieta, mãos começavam a suar, pés começavam a bater nervosamente e o meu coração ficava descompassado… Daí quando eu finalmente encontrava coragem para olhar diretamente em teus olhos, fazia isso depressa para que ninguém notasse o quanto você é importante para mim, pois eu sei que se eu me distraisse, passaria o tempo todo olhando para você.

Eu gosto tanto do seu cabelo preto e macio. Eu só toquei nele uma única vez, mas a sensação, eu tenho até hoje em minhas mãos. Agora ao me lembrar eu posso sentir exatamente a maciez deles quando toquei, você nem deve lembrar disso, mas foi naquele dia em que eu brinquei querendo te escabelar a noite. A primeira vez em que falei com você eu sorria de nervoso porque eu não sabia o que deveria falar, e eu te olhava, mas desviava logo para não parecer abobalhada (porque era assim que eu ficava) quando eu te olhava. Eu nunca te dei um abraço. Eu queria sentir o calor do teu peito junto ao meu. Aquele dia em que eu deitei a minha cabeça em teu colo e fechei os olhos (que estavam já cansados por tentar te olhar sem ser notada), eu fechei  e me senti em paz, porque assim eu conseguia te ver, a tua imagem estava gravada em mim e ali ninguém saberia que eu estava te vendo em meus sonhos e visões só minhas. Eu consegui ouvir a tua respiração e o teu hálito quente chegava a mim e me ninava, se era um sonho eu não sei, mas eu não queria sair dali nunca mais. Quando entrei no quarto e te vi sob o leito dormindo como um anjo cansado, eu deitei bem pertinho de você e fiquei te admirando sob a penumbra (isso também você não sabia) e fiquei ponderando em te dar um beijo quase imperceptível e te sussurrar no ouvido “te amo tanto” porque assim talvez inconscientemente ficaria gravado em tua mente o quanto eu gosto de ti, mas desisti  porque eu não queria atrapalhar o teu sono casto. A sua forma engraçada de ver as coisas, você não sabe, mas aquilo me fascinava, de todos tu eras o único que me fazia rir espontaneamente. Aquele dia em que saímos e você colocou aquele cd de jazz eu tive uma visão, (isso também eu nunca te contei), eu vi nós indo para casa ouvindo aquele jazz tranquilo e eu te olhava sorrindo e beijava o teu rosto enquanto você dirigia, e você sorria de volta para mim. Na minha visão nós já estávamos juntos, talvez casados. Porque nós temos tanto em comum e aquilo me pareceu tão certo! É! A gente saindo para assistir um conserto ou uma apresentação louca  de arte moderna. Ei vi tudo isso em segundos enquanto o semáforo estava fechado e por minutos eu esqueci dos outros que estava ali também dentro do carro, e te olhei… E me perdi te olhando até que a sacudida do carro, quando você engatou a primeira para continuar o trajeto me acordou de toda essa visão e eu lembrei que não passava disso, um mero sonho e que também tinha outros dentro do carro me observando (porque eu estava sentada na frente ao seu lado). 

O jeito que você se veste é tão meu… Tão igual ao que eu imaginei para um cara pra mim… É como se você soubesse do jeito que eu gosto que um cara se vista, casual, moderno, jovial e ao mesmo tempo meio social. Tudo em ti de alguma forma era tão meu, parecia tão a minha cara, era visível a qualquer um que éramos parecidos, até no jeito de brincar em relação as coisas ao nosso redor. Há quem diga até hoje que nós dois juntos eramos os comediantes do grupo. Sempre com muito sarcasmo. A primeira vez em que te vi social, de terno e gravata, acho que por segundos, inconscientemente a minha respiração parou e todo o mundo se perdeu para mim, porque eu só enxergava você, e te digo novamente: me tirou o fôlego. Naquele dia em que você disse para eu sentar no banco da frente e me deu todas as honras que alguém poderia dar, eu senti, era você e sempre seria você que iria habitar o meu coração. Tem tantas outras coisas que eu queria te dizer, mas não tivemos tempo, eu não tive a chance… Porque por mais que eu quisesse eu não podia. Porque isso tudo que eu acabei de te contar era uma visão só minha, e por ser só minha eu não sei o que foi realmente real, o que realmente aconteceu. E te vejo indo embora e levando contigo um pedacinho de mim. Escrevo-te isso hoje, porque não sei se volto. Há tantas coisas que você não sabe sobre mim, sobre o que eu penso sobre você, mas vou deixar assim subtendido pra que tu possas ser muito feliz sem essas recordações que são só minhas, que estão aqui em minha mente e que não necessitam ser divididas com você, se não sou eu a pessoa certa para você.

De tudo isso que te contei agora, guarde só as lembranças boas de  mim, e eu farei o mesmo, porque você sempre vai ser o meu sonho bom gravado em minha mente. Se eu não mais voltar, só peço que não esqueça dos pequenos, mas bons momentos em que tivemos, das noites em claro conversando sobre tudo, mas não dizendo nada, das risadas gostosas que demos  e de tudo o mais que foi real (aquilo que não é a minha versão de ver, mas sim que de fato realmente aconteceu) você sabe o que eu quero dizer, afinal, essa é a minha versão de como foi a nossa, se é que posso dizer isso, a nossa história. Se eu não mais voltar, só se lembre de mim assim, para que eu possa de alguma maneira continuar viva, nem que seja na memória.

De alguém que não sabe se vai voltar,

Alice.

(Isso. Me chame e me lembre como Alice, porque de tudo o que acabei de te escrever, eu não sei o que foi real ou foi tudo a minha imaginação, mas se foi ou não, eu não sei, mas sei que foi maravilhoso enquanto durou.)

16 notes (10:15)
Escrevo porque dói. Porque fere. O silêncio machuca e ao mesmo tempo sufoca, reprime. Quase nunca, acalma. Essa coisa de expor sentimentos nunca foi o meu forte, mas de escrever sobre nós é uma exceção. Escrever porque sente é mentira. Escrevemos quando estamos sufocados, reprimidos, nos sentimos enjaulados no nosso próprio ‘eu’. É quando a existência deixa de ser uma divindade ou um milagre qualquer e se torna um castigo para o corpo e para a alma. Quando repartir as veias, deixam de ser algo vanglorioso e passa a ser um mistério, um segredo. Afinal, a dor só diz respeito a quem sente, não é? Esse é o mal de sofrer. Só quem pode te tirar do buraco, somos nós mesmos.

Marjorie Moreira

(via frasesatormentadas)

103 notes (3:20)
Antonieta e o coveiro da rua 23

que-seja-agridoce:

Ele não estava morto dentro de um caixão, mas existem tantas outras formas de morte…  

Afonso, menino com o semblante cansado, vivia entre os mortos, vivia com a tristeza, choros, gritos, fragrâncias indesejadas da vida. Afonso era coveiro do cemitério Nova Paz de sua cidade, era novo ainda 22 anos… Tinha muito caminho a percorrer, muita história para viver,  mas por dentro se sentia em estado de decomposição: não tinha, amigos, amores, família, não tinha esperança, uma nova perspectiva. Sua companhia era o silêncio  dos mortos e os poucos gorjeios de alguns corajosos pássaros que pousavam ali e faziam o seu espetáculo. Certo dia Afonso  foi desocupar por ordem de seu superior  um túmulo  que a família nunca havia pagado os valores impostos anualmente que se tinha por dever, sem delongas pôs se a trabalhar  acostumado com tudo nem dava mais importância com as coisas que presenciava e via  naquele lugar… E ali começou…  Cavou, suou, cansou. 

Quebrou a madeira com um só golpe e não encontrou nenhum vestígio de óbito ali, estava vazio… resolveu então olhar na lápide a identificação e leu:

                                            Antonieta

                                Para sempre viverá em nós

E nada mais, não havia data nem nenhum outro tipo de indetificação ou esclarecimento de quem era essa tal moça.

(Continua)

9 notes (3:19)
O bom de nada ser pra sempre é que nada permanece, nem a dor.
53 notes (11:06)
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